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:. Quando: Todo domingo, o dia inteiro
:. Local: Metrô Armênia.



KREYÒL
   

O KREYÒL MINISTRADO NA SALA SEQUOIA É A LÍNGUA DO HAITI.

LÍNGUAS CRIOULAS:

Uma língua crioula (crioulo, creole, pidgin) é uma língua originária da necessidade de comunicação de dois ou mais povos, que criam um falar de emergência que, com o passar do tempo, se cristaliza.

Uma língua crioula tem como base a língua de maior prestígio, com elementos das outras línguas em contato. A língua de prestígio pode ser de qualquer continente, dependendo do lugar e do momento na história. Existem línguas crioulas derivadas do inglês, do francês, do árabe, de línguas indígenas americanas e de muitas outras línguas.

Exemplos de linguas derivadas do português são: kriol de Cabo Verde e kriol de Guinea-Bissau. Dentre as línguas derivadas do francês, destaca-se o kreyòl Ayitien (kreyòl do Haiti).

AS LÍNGUAS CRIOULAS DO CARIBE:

No Caribe existem muitas línguas pidgin, derivadas do inglês, desde as Virgin Islands até Granada. Em outras ilhas do Caribe também se desenvolveram línguas a partir do francês, como no Haiti, Guadalupe, Martinica e Sta. Lucia. Vejam as ilhas indicadas no mapa.

Outra língua crioula do mapa, o Papiamento, é principalmente um crioulo do português, com muita influência do espanhol e do holandês.

O KREYÒL DO HAITI:

O kreyòl é básicamente o francês aprendido e adaptado no Haiti pelos escravos africanos durante os séculos XVII e XVIII. A gramática e a pronúncia têm muitos traços procedentes de línguas africanas, entre elas o yorubá.

Para algumas pessoas, o kreyòl é uma ‘degeneração' do francês, mas é importante observar que exatamente o mesmo tipo de ‘degeneração' foi feito pelos francos com o latim, criando-se o francês. Por isso, do mesmo jeito que o francês ‘deteriorou' o latim vulgar em quanto criava suas novas características, o kreyòl ‘deteriorou' o francês para criar as características da nova língua do Haiti, uma língua de identidade própria tão culta e rica quanto qualquer outra língua do mundo.

PROFESSOR DO CURSO:

As aulas são ministradas pelo prolífico professor Firto Regis. Ele é natural de Cap Haitien, ao norte do Haiti. Nas aulas, ele comenta as pequenas diferenças existentes entre o kreyòl do norte e do sul do país, e também as diferenças entre a elite rica e a maioria da população. Veja aqui o mapa detalhado do Haiti.

MATERIAL USADO NO CURSO:

O material do curso está composto por apostilas, material audiovisual, e material de referência.

As apostilas, a gramática e o dicionário kreyòl-português (Edições Sala Sequoia) foram elaborados e desenvolvidos pelo Professor Firto. Este ‘kit' completo permite ao aluno progredir no estudo tanto na aula quanto em casa.

O material audiovisual inclui filmes, documentários, canções, discursos e poemas. As transcrições e os exercícios elaborados pelo Professor Firto permitem ao aluno aprender a línguas em uma enorme variedade de situações.


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INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
salasequoia@gmail.com



Quem era Sequoia


   As árvores mais altas do mundo, as sequoias, receberam o nome em homenagem a um homem mestiço que viveu entre 1770 e 1843 nos estados de Tenessee e Georgia, nos Estados Unidos. Era filho de um caçador de peles inglês e de uma mulher Cherokee, e foi educado na tradição e língua Cherokee.

   De adulto teve um acidente e seu pé ficou lesado, e por isso foi apelidado Sequoia (Sequoyah, Sikwayi), que significa pé de porco em Tsalagi (língua Cherokee). Por causa da lesão, abandonou a caça de peles e se dedicou à ourivesaria.

   Sequoia era analfabeto, mas era fascinado pelas “folhas falantes” dos brancos. Ele pensava que se seu povo tivesse um sistema de escrita, poderia difundir sua língua e preservar sua cultura. Após 12 anos de reclusão e de ser alvo de muitas risadas, em 1821 conseguiu desenvolver um silabário para representar todos os sons da língua Cherokee.

   Nesse silabário publicou o primeiro jornal indígena, o Tsa la gi Tsu lehishanunhi, e muitos livros. Até hoje os Cherokee preservam identidade e força política graças ao trabalho de Sequoia.

   Dedicado à união dos povos indígenas e a valorização das suas línguas, já idoso partiu para o México em busca da “língua mãe” dos índios. Durante a viagem ficou doente e, seguindo a sua tradição cultural e espiritual, se retirou a algum lugar escondido para falecer.


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